quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Just like the movies.

Às vezes eu me pego imaginando minha vida como se fosse um filme.
Eu sento e olho pra alguma coisa qualquer, e na minha cabeça tem aquela voz citando os meus pensamentos.
Eu canto, exagero, faço caras e bocas.
Imagino a camera focada não apenas diretamente no meu rosto, mas só no meu colo, ou só nas minhas mãos.
Uma das melhores partes é a trilha sonora. Além de cantar mentalmente, eu imagino o som tocando exteriormente. Fazendo com que todas as pessoas ao meu redor notem pela melodia o meu humor diário.
Me imagino vendo a cena, e não a protagonizando. De fora do meu corpo, me vendo chorar enquanto uma música cortante toca ao fundo.
Me imagino sentada numa janela, vendo o sol nascer.
Me imagino deitada, encarando o nada.
Me imagino me apaixonando, sorrindo, gritando.
A pior parte é que assim eu espero pelo final feliz.

Não é que eu queira ser atriz. É que eu quero deixar de ser uma personagem, e ser uma realidade.
Quero ser a vida de alguém.
Quero ser alguém, antes de tudo.