domingo, 31 de janeiro de 2010

WISH

"I haven't seen this side of the sunrise in a while," Frank tells him quietly, and Gerard has to remind him the sun won't be up for at least two hours.
"I know that. I just think." Frank pauses and ducks his head, looking a little sheepish. "I think we should see it."

Gerard blinks. "The sunrise?"

"Yeah. We've come this far, right?" Frank's voice is quiet in the dark, colored in shadow.
Gerard's whole body is exhausted, running on adrenaline and the hum of his skin. He considers that for a moment before agreeing, "Yeah. Okay."
"Yeah?"Gerard smiles. "Let's do it."

Frank smiles back, and looks out the window again.
"Does it feel like we've met before?" he asks after a long moment. Gerard watches his profile, the perk of his nose, the pout of his lips. He shakes his head. "No." Frank's face falls visibly before Gerard can catch himself. "What it feels like is –" A line he's read somewhere comes to him, and he says, "Like we have known each other all our lives, and then we met.

"Frank grins and glances at him. "Yeah. I guess that's the way to put it."

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

I don't belong here;

Eu sempre fui assim, sempre quis demais, e quando quis, nunca houve o quê, nem quem me fizesse desistir. Quando eu chorei, foi porque a dor foi insuportável. Quando eu amei, foi porque me entreguei por completo. Quando eu sorri, foi porque a felicidade foi inevitável. E tudo isso, eu não aguentei. Tudo foi demais pra mim, e me destruiu pouco a pouco. Juntei tudo e misturei, joguei na rotina.
E apesar de achá-la entediante, eu descobri que a amava. Nem tudo o que gostamos faz bem pra gente, certo? You destroy the things you love. Só não acho que teria a coragem, preferi ser ferida. E não é como se eu pudesse ter saído do colégio pra explorar o mundo e mudar de cidade antes que algo me fizesse ficar.
Eu me apaixonei pela minha rotina. Acordar e ir para a escola, brisar a tarde e internet de noite. Foi assim. Até que eu me tornei mais tolerável, não de mim para os outros, mas para as pessoas.
Sempre foi muito fácil acabar um ano, pois eu sabia que haveria outro. Nunca quis pensar que minha rotina acabaria um dia, preferi fingir que não.
Histórico escolar, diploma, cópia disso, cópia daquilo para a faculdade.
Carteira de trabalho, CPF, identidade, cópia disso, cópia daquilo para o trabalho.
E BAN.
Eu não me sinto responsável, e seria idiota dizer que irei amadurecer e me acostumar, criar rotina, fincar raízes. O QUE EU ESTOU FAZENDO DA MINHA VIDA? Essa sou eu que eu não conheço.
É tudo tão novo. Esse sentimento vazio dentro de mim, que talvez seja insegurança. Mas que com certeza não é aceitação! Tenho problemas em mudar, por me apegar muito à tudo. Por ser essa pessoa tão intensa. Mudanças me atraem, mas me assustam tanto quanto. Sendo que é muito mais fácil gostar do conhecdo, das coisas empoeiradas, do que limpá-las e torná-las novas. Do que trocá-las.
Afinal qual o sentido de fazer diferente se o fim é o mesmo para todos nós?

Isso me angustia, quando vi que não tenho mais certeza de nada na vida. Tudo o que pensei que sabia ou conhecia, acabou.
Pra ser sincera, só tenho certeza de que o futuro é incerto. E eu não sei se isso é medo de cair numa rotina, num loop infinito, ou de estagnar. Eu quero mudar, mas sem chances, não há pobre alma que encontre seu lugar ao sol.
Não quero fazer errado, mas não quero que tirem meus tombos de mim. Não quero que tirem de mim os erros que ainda irei cometer.
Eu quero, mesmo dizendo que não. Cada vontade não feita, é uma noite de sono que perco imaginando como teria sido.



Que daqui pra frente cada dia seja incerto como eu.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Here comes a feeling you thought you would forget.

"In the end, the love you take is equal to the love you make."

The End - The Beatles.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

I dreamt about you and all that we could've been.

Se eu tenho de mim mesma quando estou acordada, se não estivesse muito ocupada sonhando, eu teria medo, juro.
Em todo sonho eu penso que isso pode ser um sonho. Depois eu penso, nah, muito real pra isso, aí eu acordo.

Algumas vezes eu fico realmente muito grata e aliviada de ter sido um sonho, outras nem tanto. Afinal quem nunca quis morar num sonho? Com um arco-íris gigante no horizonte infinito, um céu de cor-de-rosa e unicórnios alados enfeitando a paisagem.
Um Apocalipse Zumbi, com pessoas desesperadas pedindo carona na rua, e uma certa parte da BR-101 com pedaços humanos no acostamento. Olhos mal acostumados na escuridão, estrada suja de sangue, iluminada pelos faróis.
Maravilhas egípcias sendo desvendadas.

Ou quando você sonha que está voando.
É o pior dos sonhos, porque você nunca mais quer acordar. E você sente tudo: o vento no rosto, o frio na barriga, o medo de altura.
A liberdade.
A solidão.
A vontade de gritar.

E aqueles sonhos estranhos, uma casa do meu lado direita, morro acima, com cabras. mar que podia ser visto entre as ruas laterais à minha esquerda. Uma floresta, uma casa abandonada, e um leão.
Um morro vazio, uma casa solitária, um vento acompanhado de cor cinza. E eu não sei o que estava fazendo lá, nem o mar abaixo de mim. Aquela casa igualmente vazia e fria.

Sonhos que eu lembro exatamente a sensação, mas que fico grata por ter sido só um sonho. Uma gravidez sonhada. E eu não sei porque tive de entrar por trás do prédio, perto daquela piscina, e subir uma escada com um carrinho de bebê, só pra achar um prédio longo e comprido, de madeira, iluminado por raios de sol que fugiam por entre as folhas verdes das árvores altas. Nem calor, nem frio, temperatura agradável e confortante. Mas tudo me deixava constrangida, talvez fosse a barriga que eu sustentava. Eu não queria dizer, não queria contar, mas não era como se alguém duvidasse. E morro abaixo, o carro à direita me esperando. Uma paisagem lina e um futuro altamente incerto. Pois eu não sabia como eu havia deixado aquilo acontecer comigo.

Continue me assustando e me maravilhando, mente.