sexta-feira, 28 de maio de 2010

I love it here, but I don't belong here.

É difícil escrever, ou falar sobre o que nem eu entendo.
Sinto como se todo mundo estivesse melhor que eu, e fizesse escolhas melhores que eu. Sinto como se estivesse desperdiçando meu tempo em algo sem futuro, enquanto as pessoas estão lá fora lutando pelos seus sonhos. E não é como se eu não estivesse correndo atrás dos meus, eu realmente prefiro bases e prefiro não arriscar. Não vejo a vida como um filme onde no final tudo vai dar certo, não estou disposta a correr grandes riscos. Prefiro me firmar antes de querer algo.
Mas isso é certo?
E se eu devesse realmente fazer o que eu gosto? E se o amanhã nunca chegar e eu nunca realizar meus objetivos? É seguro?
Em uma vida perfeita, eu procuraria um emprego numa loja de música, ou numa livraria. Nem que eu tivesse que pegar ônibus e que o dinheiro fosse pouco. Eu estaria fazendo algo que gosto, e demoraria mais pra chegar .
Na minha vida real, eu vou trabalhar em um mercado, e guardar um bom dinheiro para ir . Assim que a faculdade terminasse eu estaria bem longe daqui.

Mas esses quatro anos valem a pena? E se eu gastasse oito fazendo o que eu gosto?
E SE?
E SE?
E SE?


Porque os caminhos já não vêm trilhados e traçados? Porque não há setas e a iluminação é precária? Porque é tão difícil pensar numa solução, quando a resposta é óbvia?

E talvez os meios não justifiquem os fins...







"If I should ever feel like going home, I'd jump, so I could fly."
Kerli Kõiv - Goodbye

domingo, 16 de maio de 2010

Sometimes I'm a little bit everyone.

Os últimos acontecimentos têm me feito pensar. Mais do que o normal, pois pensar é o refúgio do sonhador. Fato é que, eu sou obervadora e curiosa. Por várias vezes me pego encarando pessoas desconhecidas, imaginando a vida delas e o porquê de elas estarem ali, naquele momento. Eu me pergunto porque a moça comprou mais de vinte caixinhas de suco de uva em pó. Ou porque aquele moço, que falava ao telefone, questionava a pessoa do outro lado se devia levar arroz de pacote grande ou pequeno. Ou porque aquelas tantas tem filhos, porque aqueles olham com carinho pra suas namoradas. Porque algumas pessoas trabalham enquanto outras compram. Porque?
O que motiva as pessoas? Como elas fazem escolhas? Como é a vida delas? Onde elas moram? Quais seus problemas e mistérios?
O que motiva alguém a ter um filho?
A fazer uma viagem?
A querer se casar?
Qual afinal é a razão?
Cada um tem mesmo o seu tempo? Como saber que é a hora certa se não temos no que nos basear? Resulta em angústias. E sempre que eu encontro uma respostas, existem tantas outras perguntas que a acompanham. Eu só queria, antes de tudo, poder entender como eu funciono. O meu querer não é o bastante. Não quero lidar só com o emocional.
A mudança é mesmo inevitável? Porque eu deveria sair da minha zona de conforto? Qual seria a minha motivação?
Me entrego demais, me exponho demais, eu que sou tão tímida e complexa, porém tão fácil de lidar. Não há voo ou amor eterno. Não há dor que dure pra sempre. E sempre preciso de um pouco mais de tempo. E se amanhã nunca chegar? A vida não gira em torno do amor.

E eu não sou ninguém pra afirmar.