quinta-feira, 16 de abril de 2009

Hurts.

Eu só queria saber porque às vezes é insuportável não te ter. Saber porque a dor se torna tão absurda, que atravessa meus interiores e transborda pelos olhos. Rasga, sangra, mas não cicatriza.
Só fica pior.
Quando o tempo passa, faz parecer tudo mais distante, e torna a possibilidade de te ter novamente, cada vez mais remota.
Parece que foi em outra vida que eu te conheci. Não só pela distância das memórias, mas pelo modo como pareceu que eu sempre te conheci. Quando eramos gatos, vizinhos, amantes, desacreditados, apaixonados, soldados, marido e mulher, almas gêmeas. Quando eramos tudo um pro outro.

Parece que faz tempo.

E você não se apaga, eu não consigo te apagar.
Não quando me falta um pedaço. Não quando me falta você.
A falta de hamornia na melodia de uma canção. Um papel, sem uma caneta pra escrever.

Uma rosa murcha, morta; Um poeta sem vivência pra se expressar; Uma vida sem estações, onde só faz frio - lá fora e aqui dentro -. Um verão sem você pra aquecer meus dias como o sol. Um inverno sem você pra aquecer meus dias com o calor do teu corpo. Uma primavera sem você pra me dar flores. Um outono sem você pra - junto comigo - vê-las murchar.

É existir, sem viver.
É dor, ardor, amor.
É não ter você, e ter que se contentar com o resto. É provar do mais refinado vinho, e de repente beber vodka. Faz de mim menos.
Faz do meu amor mais.