terça-feira, 12 de janeiro de 2010

I dreamt about you and all that we could've been.

Se eu tenho de mim mesma quando estou acordada, se não estivesse muito ocupada sonhando, eu teria medo, juro.
Em todo sonho eu penso que isso pode ser um sonho. Depois eu penso, nah, muito real pra isso, aí eu acordo.

Algumas vezes eu fico realmente muito grata e aliviada de ter sido um sonho, outras nem tanto. Afinal quem nunca quis morar num sonho? Com um arco-íris gigante no horizonte infinito, um céu de cor-de-rosa e unicórnios alados enfeitando a paisagem.
Um Apocalipse Zumbi, com pessoas desesperadas pedindo carona na rua, e uma certa parte da BR-101 com pedaços humanos no acostamento. Olhos mal acostumados na escuridão, estrada suja de sangue, iluminada pelos faróis.
Maravilhas egípcias sendo desvendadas.

Ou quando você sonha que está voando.
É o pior dos sonhos, porque você nunca mais quer acordar. E você sente tudo: o vento no rosto, o frio na barriga, o medo de altura.
A liberdade.
A solidão.
A vontade de gritar.

E aqueles sonhos estranhos, uma casa do meu lado direita, morro acima, com cabras. mar que podia ser visto entre as ruas laterais à minha esquerda. Uma floresta, uma casa abandonada, e um leão.
Um morro vazio, uma casa solitária, um vento acompanhado de cor cinza. E eu não sei o que estava fazendo lá, nem o mar abaixo de mim. Aquela casa igualmente vazia e fria.

Sonhos que eu lembro exatamente a sensação, mas que fico grata por ter sido só um sonho. Uma gravidez sonhada. E eu não sei porque tive de entrar por trás do prédio, perto daquela piscina, e subir uma escada com um carrinho de bebê, só pra achar um prédio longo e comprido, de madeira, iluminado por raios de sol que fugiam por entre as folhas verdes das árvores altas. Nem calor, nem frio, temperatura agradável e confortante. Mas tudo me deixava constrangida, talvez fosse a barriga que eu sustentava. Eu não queria dizer, não queria contar, mas não era como se alguém duvidasse. E morro abaixo, o carro à direita me esperando. Uma paisagem lina e um futuro altamente incerto. Pois eu não sabia como eu havia deixado aquilo acontecer comigo.

Continue me assustando e me maravilhando, mente.