Os últimos acontecimentos têm me feito pensar. Mais do que o normal, pois pensar é o refúgio do sonhador. Fato é que, eu sou obervadora e curiosa. Por várias vezes me pego encarando pessoas desconhecidas, imaginando a vida delas e o porquê de elas estarem ali, naquele momento. Eu me pergunto porque a moça comprou mais de vinte caixinhas de suco de uva em pó. Ou porque aquele moço, que falava ao telefone, questionava a pessoa do outro lado se devia levar arroz de pacote grande ou pequeno. Ou porque aquelas tantas tem filhos, porque aqueles olham com carinho pra suas namoradas. Porque algumas pessoas trabalham enquanto outras compram. Porque?
O que motiva as pessoas? Como elas fazem escolhas? Como é a vida delas? Onde elas moram? Quais seus problemas e mistérios?
O que motiva alguém a ter um filho?
A fazer uma viagem?
A querer se casar?
Qual afinal é a razão?
Cada um tem mesmo o seu tempo? Como saber que é a hora certa se não temos no que nos basear? Resulta em angústias. E sempre que eu encontro uma respostas, existem tantas outras perguntas que a acompanham. Eu só queria, antes de tudo, poder entender como eu funciono. O meu querer não é o bastante. Não quero lidar só com o emocional.
A mudança é mesmo inevitável? Porque eu deveria sair da minha zona de conforto? Qual seria a minha motivação?
Me entrego demais, me exponho demais, eu que sou tão tímida e complexa, porém tão fácil de lidar. Não há voo ou amor eterno. Não há dor que dure pra sempre. E sempre preciso de um pouco mais de tempo. E se amanhã nunca chegar? A vida não gira em torno do amor.
E eu não sou ninguém pra afirmar.