segunda-feira, 4 de julho de 2011

Daydreaming.

Cansada dos mesmos clichês, dos mesmos pseudo problemas. Dos mesmos sonhos, das mesmas dores, das mesmas pessoas.
Cansada de você. De uma vez por todas, você só me dá mais vontade ainda de sumir. Pra bem longe, pra onde eu possa fingir que você nunca existiu. Talvez só assim eu possa viver, enfim. É sempre eu, esperando por você, que nunca mais vai voltar. Que foi só algo bobo, que nós gostamos de brincar por algum tempo, e aí crescemos. E nós que achavamos que eramos infantis.
E pela primeira vez, afirmo sem lágrimas nos olhos. A dor ainda me faz companhia, mas agora é só uma boa amiga. Assim como a saudade. E só então percebo que estive apaixonada pelo sentimento, estive apaixonada pela sensação de ter você. Caí por algumas palavras doces e um coração bobo que acredita em tudo.
Vem inverno, primavera, verão, outono. Tudo de novo então. Uma das poucas coisas da vida que talvez se repitam, e uma das poucas as quais não enjoamos.
E eu li sua carta, ainda me senti o mesmo bobo de três anos atrás quando a li pela primeira vez. Mas são só palavras. Não surte mais nenhum efeito, eu não quero mais esperar por algo que nunca virá.
Engraçado como nada aconteceu, e mesmo assim me fez pensar. No quão idiota tudo isso foi. Na minha espera, incansável, amando por nós dois. Amando por mim. Alguém que agora só existe na minha cabeça. Enquanto você está lá, vivendo tua vida.
Parece como acordar, depois de uma noite de tempestada, ver o sol lá fora e imaginar quantas pessoas lá fora não mudariam a tua vida assim como imaginei que tu fostes fazer um dia.
Só perdi tempo, guardando o que? Amor?

Ridículo. E por mais contraditório que seja, é claro que ainda escreverei sobre você. Toda vez que tu aparecer pra mim em forma de sonho.