Um nó na garganta.
As lágrimas que eu não quero gastar.
Não por você.
Quando você tem vontade de gritar, de chorar, todas mentiras sendo depositadas em sua boca, e você sente um caroço de emoções preso ali, te impedindo de respirar, trancando sua sanidade, pronto pra ser regurgitado. Mas você engole qualquer coisa que vá ser dita, só pra não ter que admitir.
Alguma coisa presa dentro de mim, as incessantes horas de choro que eu me recuso a passar, os soluços... Tudo isso por sua causa.
Eu sei o porquê de me importar tanto, mas não deveria.
É uma coisa tão diferente, uma coisa que eu já deveria ter visto acontecer.
Talvez o 'não querer pensar' tenha sido o erro.
Eu me recusei a acreditar, me recusei a saber da verdade. A verdade crua, em seu ponto mais selvagem, a verdade exposta. Sendo esfregue na minha cara.
Como eu fui burra de acreditar que tudo aquilo poderia um dia acontecer.
Eu fiz o meu próprio velório. Eu caí no poço, caí no buraco dentro de mim mesma, feito por mim mesma... Só pra poder me afundar um pouco mais, e continuar amando minha dor.
Eu não quero mais isso.
"I'd rather feel nothing, than anything at all."
Prefiria continuar não tendo minha vida baseada em falsos alicerces, eu prefiro nunca mais me levantar, só pra não ter o perigo de cair de novo. Prefiria ter memórias verdadeira, não aquelas baseadas em sonhos. Eu prefiria nunca ter te conhecido, pra nunca ter que escolher entre sofrer, e não existir.