E mais uma vez a história termina com um final infeliz.
O que há de errado com a realidade afinal?
Pra que nos contam contos de fadas, se a vida nunca imita a arte?
Porque pra sempre, se o pra sempre sempre acaba?
A cada dia que eu morrer, espero que você morra dois.
Por tudo o que você me fez passar, por toda a dor que eu enfrentei por você.
Por todas as horas de sono que eu perdi pensando na droga do seu rosto perfeito.
Por todas as vezes que eu desejei beijar esse seu sorriso ridículo.
Por todas as vezes que eu desejei afagar o seu estúpido cabelo macio.
Por todas as vezes que eu desejei te abraçar pra sentir tua respiração estúpida no meu pescoço.
Por todas as vezes que eu desejei acordar e encontrar a droga do teu corpo moldado no meu.
Quando eu quis ver nada além de você, por toda a minha vida.
De manhã, seus cabelos espalhados no meu travesseiro, teu corpo roubando todos os cobertores.
Teu cheiro no meu corpo, nos lençóis. Teu cheiro no ar, impregnando meus pulmões, me fazendo doente. Sedento, faminto.
Teu gosto, teu rosto. Teu estúpido sorriso torto.
E o modo como você ri, o modo como você não me deixa explicar. Ou quando você me beijava em horas impróprias. No meio de uma briga, me tirava a razão, e eu não conseguia não ficar feliz por ter perdido a discussão.
Como você me tocava, como você me moldava, como você me amava.
Teu cheiro. Um pecado cruel. Uma estrela inalcançável.
Uma melodia triste.
O fim de uma história. O passado onde nosso destino ficou.
E eu odeio o modo como eu ainda te amo, com a mesma intensidade de sempre, como se nada tivesse mudado. Se eu fecho os olhos e te ouço me dizer 'eu te amo', eu quero você comigo quando abri-los.
Mas não.
Pra sempre, nunca mais.
[/Frank]