segunda-feira, 4 de maio de 2009

Must be love.

Um coração vazio, uma noite escura, uma estrela cadente.
Um pedido.
Você apareceu.
Todas as noites que te imaginei, todas as vezes que sonhei com você, todas as lágrimas que derramei.
Você não me conhecia.
Todas as juras de amor, todos os momentos juntos, todos os sonhos - que dessa vez eram nossos -.

Você se foi.

Um verso não terminado, uma história mal acabada, um sopro na chama de esperança.
A escuridão permanece, o frio persiste.
Não consigo escutar nem o próprio som da minha voz, cansado de gritar por um fim na minha dor.
O silêncio predomina, e eu não consigo correr de mim mesmo, da aberração que - sem você - me tornei.

Quando não quero te encontrar, e ainda assim cada caminho que eu sigo me leva à você.
Dividido, incerto.
Toda vez que quis que o tempo parasse, pra nunca ter que te deixar ir.
Toda vez que quis que o tempo passasse mais rápido, pra te ter novamente.
Quando não soube, quando desisti. Quando percebi que descobri que estava era completamente errado.
Me perdi.
Nos teus olhos, no teu corpo, nos teus encantos.
Um refúgio, meu porto seguro.
Um amor tão grande, tão lindo e misterioso quando o mar. Mas com o calor, conforto, e a segurança dos teus braços.

Quando te ouvi dizer 'eu te amo', sussurrado como um segredo, que nem o vento pudesse ser capaz de levar tuas palavras. Um 'eu te amo' compartilhado, da minha boca pra tua. Um 'eu te amo' cravado no meu coração.
Quando eu não pude - não quis - não dizer o mesmo.

Quando me senti mal - mau -, completo, doente de amor.

Quando vi nada além de você.

A culpa é minha, me entreguei.
Ascendi, climaxei, caí.
O início, o meio e o fim. Meu epílogo deve ter se perdido no meio da história junto com a minha sanidade.
Você foi embora, me deixou. Não olhou pra trás.
Desmorono, me desfaço, te olho de longe, por não poder ser o ar que tu respiras. Por ser teu tormento, e não tua paz.

Se por mais lindo que seja o dia, ele tenha que acabar, eu sou tua tempestade no fim de um dia de verão, teu descaso, tua destruição, o crepúsculo consumindo teu entardecer.

Eu sou a melodia triste que toca no rádio, falando de mim, de nós dois.
Lá fora, o tempo frio clama por separação.
Um descuido, e a gente se apaixona.
Um momento de lucidez, por que não?

"Você tira meu fôlego, e ainda assim é todo o ar que eu respiro. Perfeito, feito pra mim. Te amo desde que você apareceu, e virou minha vida de ponta à cabeça, botando tanta coisa no lugar."

Se me encontrar por aí, favor me devolver.